sexta-feira, 1 de maio de 2009

Soneto de Amor


Soneto de Amor


Amar é ouvir a voz do coração
Deleitar-se em sonhos de ilusão
È uma embriaguez sem noção
È viajar na cometa de um faisão
È fogo é desejo tentação
È brasa sem carvão
Ao lombo de um alazão
Sonhar com sua paixão
Em reflexos lentos de decisão
Sentir se tontear em sua visão

A doce amada que o espera
Resgata-lá em meio à guerra
Soldado ferido sobe e desce a serra
Deixando pra traz pegadas na terra
A jovem donzela
Com olhar de uma gazela
Regozija em sua sela
Abraça o soldado
Que em meia guerra foi humilhado
Seu cavalo agita todo alambrado
Hoje o soldado é um herói
Refém do sentimento que lhe corrói

Sentir na pele o doce veneno
Do sabor tão ameno
Que tem o amor
Que é sentido com fervor
Temido em todo labor
Ò doce amado
És prestigiado e cortejado
Censura-me por amá-lo?
Poderei talvez laçá-lo
Nos laços de meu ser
Pra perto poder te trazer
Amar é sentir e querer;
Esse doce veneno ter
E nunca se reter

Um comentário:

Anônimo disse...

HUM VEM DECLAMAR AQUI NO MEU OUVIDO ESSE SONETO O CLEOPATRA VO ADORAR